Lista que fui montando depois de ano de comer bem entre reunião e pelada. Rio virou um campeonato de gastronomia e esses craques merecem estar na escalação titular. Separei por restaurante, bairro e dei meu veredito sincero, tipo aquele comentarista que não engole desaforo. Bora de reserva e gin tônico depois.
É o Messi da cozinha vegetal, cara. Duas estrelas Michelin e horta própria, joga diferente de todo mundo. Vai com calma no bolso e reserve com antecedência, lugar de craque lota rápido.
Perto de casa, então confesso que sou suspeito. Cozinha aberta tipo final de campeonato, dá pra ver cada lance. Peixe e fruto do mar na pureza, sem frescura, igual um bom gin: poucos ingredientes, execução cirúrgica.
Trabalha fogo e brasa que nem zagueiro trabalha bola parada: com estudo e repertório. Duas estrelas Michelin e menu que muda com a estação. Clássico pra impressionar visita de fora do Rio.
Francês que já é mais carioca que muito carioca. Reabriu homenageando a mãe e já ganhou estrela Michelin rapidinho, tipo artilheiro que estreia fazendo gol. Menu degustação com preço mais camarada que a média da elite.
Carrega sobrenome pesado mas joga com estilo próprio, tipo filho de ídolo que não quer comparação. Toques bem pessoais na cozinha autoral. Vale ir sem preconceito achando que é só herança de família.
Trocou cesta de basquete por cesta de ingrediente, virou chef formado na França e hoje faz quase tudo na casa, até o shoyo. Experiência íntima, poucas mesas por noite. É reserva tipo ingresso de clássico, corre atrás com antecedência.
Alta gastronomia escondida num sobrado centenário da Lapa, preço que não assusta o bolso. É tipo time pequeno que joga bonito e barato contra os grandes. Fica pertinho da roda de samba, dá pra fazer o combo completo.
Dentro do Copacabana Palace, com vista pra piscina mais icônica da cidade. Cozinha italiana com estrela Michelin, raiz clássica mas sem peso. É aquele jogo decisivo que você assiste de camarote, com direito a bom vinho.
Izakaya com clima descontraído, cerveja gelada igual deve ser e receitas que passeiam entre Japão, Tailândia e Coreia. Bom pra levar galera depois do trabalho, sem cerimônia. Combina com conversa de boteco só que com um toque mais asiático.