Olha só, gente: moro ali encostada numa ladeira de Santa Teresa, de onde dá pra ver o bondinho passar e o Rio inteiro suspirar lá embaixo. Separei os museus que viram parada obrigatória nos meus fins de tarde — alguns com vinho na sacola, outros só com os olhos bem abertos mesmo. Cada um guarda um pedaço diferente desta cidade que insiste em ser arte o tempo todo. Qual desses você ainda não visitou?
Esse é quase um vizinho meu, gente. Desço a pé, tomo um vinho depois e penso na sorte que tenho de morar aqui perto. Vocês já repararam na vista da varanda?
Mais galeria a céu aberto do que museu, mas quem sou eu pra reclamar disso? O entardecer ali é quase uma curadoria da natureza. Será que existe lugar melhor pra ver o sol se despedir da baía?
Desço até a zona portuária e sempre me pego olhando mais pro terraço do que pras telas, confesso. O Rio lá de cima fica generoso com a gente. Já subiram até lá em cima?
Parece um bicho de ferro que resolveu tomar sol na beira da baía, olha só. É ciência, é poesia, é futuro — tudo junto. Dá vontade de sonhar mais alto depois de uma visita, não acham?
O jardim do Catete é um convite pra sentar com um livro e esquecer a pressa carioca. Dentro do palácio, a história pesa bonito, sem drama. Vocês já fizeram piquenique mental por ali?
Entro sem saber o que vou encontrar e saio sempre com uma ideia nova debaixo do braço. É generoso assim com quem é curioso. Já repararam como a fila vale a pena?