1 Volkswagen Fusca 1300 | 1974 | Compacto popular clássico | 1.3 boxer a ar, câmbio manual de 4 marchas | Já foi o carro mais vendido do Brasil por anos; simples ao ponto de ser consertado com meia dúzia de ferramentas. | É o eletrocardiograma dos carros: todo mundo deveria entender o básico de um. Não faz nada perfeito, mas faz tudo o suficiente. |
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2 Chevrolet Opala SS 6 cilindros | 1976 | Coupé esportivo nacional | 4.1 de 6 cilindros em linha, câmbio manual de 4 marchas | Motor de caminhonete em carro de passeio: torque absurdo em baixa, consumo que faz chorar no posto. | Se fosse paciente, eu ia pedir teste ergométrico antes de deixar acelerar: aumenta a frequência cardíaca de quem dirige e de quem vê. |
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3 Volkswagen Gol GTi | 1990 | Hatch esportivo | 2.0 injeção eletrônica, câmbio manual de 5 marchas | Primeiro carro nacional com injeção eletrônica; na época era quase ficção científica pra oficina de bairro. | É o paciente jovem com VO2 lá em cima: acelera fácil, parece que nunca cansa… até o dono começar a abusar. |
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4 Fiat Uno Mille | 1995 | Hatch popular econômico | 1.0 Fire, câmbio manual de 5 marchas | Chegou a fazer mais de 15 km/l na estrada na mão de gente paciente; virou carro de tudo: família, frota, escola de direção. | É o feijão com arroz da cardiologia: não impressiona em exame de imagem, mas mantém muita gente viva no dia a dia. |
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5 Volkswagen Kombi | 1992 | Van utilitária clássica | 1.6 a ar, manual de 4 marchas | Serviu de tudo no Brasil: escolar, ambulância, carro de banda, lojinha ambulante. É praticamente patrimônio imaterial. | Anda devagar, mas carrega metade da família e o churrasco. É o marcapasso da rua: mantém o ritmo constante, sem surpresas. |
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6 Chevrolet Chevette | 1983 | Sedã compacto | 1.6, tração traseira, manual de 4 marchas | Tração traseira em carro pequeno, fácil de brincar de “rali” em rua molhada — e de rodar também. | Tem cara de carro comportado, mas adora uma travessura na chuva. É aquele paciente que jura que só “bebe socialmente”. |
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7 Fiat 147 | 1979 | Hatch compacto pioneiro | 1.3, manual de 4 marchas | Primeiro carro a álcool produzido em série no mundo; cheirava mais a destilaria do que a posto em dia frio. | Cheio de personalidade e de pequenas manias, igual paciente que chega com pastinha de exame de 15 anos atrás. |
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8 Volkswagen Santana Executivo | 1993 | Sedã médio de “luxo” | 2.0, câmbio manual ou automático de 3 marchas | Bancos de couro e ar-condicionado já davam status de carro “de médico” ou “de advogado” na época. | Dirigir isso nos anos 90 era quase receitar check-up anual: passava a impressão de que você sabia o que estava fazendo. |
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9 Honda Civic VTi (EG6) | 1994 | Hatch japonês esportivo | 1.6 VTEC, manual de 5 marchas | Passava dos 8.000 rpm com gosto; VTEC entrando era quase alarme de pressão subindo. | Quando abre VTEC, é tipo teste de esteira no último estágio: ou o coração tá em dia ou você descobre do pior jeito. |
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10 Toyota Corolla XEi | 2010 | Sedã médio familiar | 1.8 ou 2.0, automático ou manual | Fama de robusto ao ponto de rodar 300 mil km só trocando óleo e pastilha, se o dono não inventar moda. | É o beta-bloqueador dos carros: não empolga, mas evita pico de pressão. Ideal pra quem já aprontou demais na juventude motorizada. |
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