Tem dia em que eu escolho a casa de show; tem dia em que é ela que me escolhe — normalmente depois de um roteiro que começa na Marginal, passa por três baldeações de metrô e termina num refrão que eu nem sabia que sabia cantar. Essa lista é o meu mapa afetivo de música ao vivo em São Paulo: lugares onde já chorei em penúltima música, já errei entrada de coro, já fiz amizade de fila e já desejei morar dentro do rider técnico (ou pelo menos da cozinha). Se tiver palco, luz baixa e gente cantando como se fosse o último episódio da temporada, eu tô dentro.